Dead Rising 2
Produtora: Blue Castle
Distribuidora: Capcom
Lançamento: Setembro, 2010
Gênero: Ação / Terror
Classificação: +18
Ação frenética, zumbis e sangue, muito sangue...
Nem tinha notado que passara todo o feriado de finados jogando esse título, sugestivo.
Dead Rising 2
Dead Rising 2 é a continuação do jogo homônimo lançado pela Capcom apenas para PC e 360 no ano passado. Produzido pela mesma equipe da série Devil May Cry, o jogo é ambientado na cidade fictícia de Fortune City e o jogador toma posse de Chuck Green, um sobrevivente dos eventos narrados no primeiro jogo da série.
Anos se passaram depois da infestação de zumbis que tomou cena em Dead Rising 1, Chuck Green perdera a esposa nesse ocorrido. Sua filha, que fora mordida por zumbis, carrega o vírus que pode torná-la uma morta viva e precisa diariamente da dose de um remédio caríssimo, Zombrex, que impede que o vírus se manifeste, transformando-a num zumbi.
Nos anos que se passaram após a primeira infestação, zumbis se tornaram entretenimento em Fortune City. Os mortos vivos são usados em um reality show de gosto duvidoso: Terror is Reality, onde os participantes têm de trucidar zumbis em rede nacional. Apesar de contra vontade, Green participa do show porque vê ali a única maneira de arcar com os altos custos da medicação da filha.
O jogo em si começa logo após uma apresentação de Green no reality show, em um atentado terrorista zumbis são libertados causando uma nova infestação. Green e alguns sobreviventes se abrigam em um bunker onde esperam ajuda militar.
No abrigo, Chuck vê pela TV que está sendo falsamente acusado de causar o atentado. A partir daí o protagonista entra em uma aventura de horror pelas ruas de Fortune City para provar sua inocência e manter sua filha viva, conseguindo-lhe doses de Zombrex, além de ajudar sobreviventes que encontra pelo caminho.
O enredo do jogo é basicamente esse.
O JOGO
Inicialmente, Dead rising 2 pode lembrar famosos títulos de Hack ‘n’ Slash, como Dinasty Warriors, Devil Kings e Devil May Cry, onde o jogador enfrenta toneladas de hordas inimigas; no entanto o jogo não se restringe a isso.
Nitidamente baseado em jogos Open World DR2 presenteia o jogador com um cronograma interno muito interessante: Greene tem exatamente 72 horas para provar sua inocência, antes que os militares cheguem. Kathy, a filha, precisa de uma dose de Zombrex a cada 24 horas. Essas 72 horas vão passando dentro do jogo, o que força o jogador a escolher prioridades, quem salvar, quais side quests completar.
Esse lance de 72 horas é a sacada do jogo. Pode-se dizer que é praticamente impossível realizar todos os salvamentos e side quests em uma só jogada. Olhar para o relógio do personagem cria certa aflição no jogador que, em todo momento, deve se ater ao imprescindível remédio de Kathy, se não consegui-lo a tempo adeus true end. Apesar do tempo correr dentro do jogo, DR2 não é um jogo linear.
Em Dead Rising 2 praticamente tudo pode se transformar em uma arma, de cadeiras a hambúrgueres, esse é um os pontos altos do jogo. Além do mais, DR2 permite que sejam criadas novas – e mais poderosas – armas através da combinação de dois ou mais itens. O protagonista também evolui ganhando novos movimentos ao longo que vai adquirindo prestigy points, salvando sobreviventes e completando missões.
RESUMINDO...
Dead Rising 2 é um ótimo título pra quem curte ação frenética, terror e a aflição de correr contra o tempo. Dead Rising tem um humor muito bacana, parece que todos os sobreviventes são loucos, o que provém muitas gargalhadas ao longo dos diálogos. DR2 também faz muitas referências a clichês do gênero Splatter horror, como garotas de biquínis, insinuação de lesbianismo, zumbis femininas que atacam o protagonista nitidamente encenando a velha arte da felação e tudo mais.
PONTOS ALTOS:
· Ação de tirar o fôlego.
· Grande variedade de armas.
· Jogo bem humorado, personagens louquíssimos.
· Alguns side quests, como psicopatas que se encontram ao longo do jogo, oferecem bons desafios ao jogador.
· A cronologia interna do jogo é demais. Aflitiva, força o jogador a estar sempre correndo pelas ruas de Fortune City.
PONTOS BAIXOS:
· Loadings um pouco demorados.
· Os controles não são os melhores.
· Modo On Line – pelo menos no Brasil – nulo. É difícil encontrar jogadores facilmente, como em Resident Evil 5, ou outros títulos do gênero.
GERAL:
Graficos: 8,5
Som: 8,0
Jogabilidade: 7,5
Overall: 8,0





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