quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Sony e o preconceito com o Brasil.

Porra, morro de raiva quando abro revistas como a Playboy, todo mês, e leio resenhas bacanas sobre jogos para download na Playstation Store e leio que esse serviço não está disponibilizado para minha região, quando acesso o serviço através do browser provido pela empresa japonesa. Essa revolta minha vem desde Street Fighter IV. Jogando on line sempre ficava puto ao ver jogadores com bandeiras de países periféricos da Europa, (sem um puto para gastar) como Portugal e Grécia em seus perfis e ao lado do meu nick ver uma bandeira com o logo de SF IV. 

Há tempos leio artigos que confirmam que o Brasil está, desde o PSOne, entre os cinco maiores consumidores de videogames do mundo. Nada mais justo para um país em ascensão econômica e com um PIB muito maior que vários países pomposos que estão na mais profunda fossa.

                                                      Playstation Store pra brasileiros já!!!


Tudo bem, é compreensível que a taxa tributária aplicada à tecnologia de entretenimento em nosso país é - não diferente de outros segmentos comerciais - no mínimo, esdrúxula. No entanto, contamos com serviços de cartões de crédito aqui também! Assim sendo, mesmo pagamos mais de 650 dólares em média para adquirir uma plataforma de última geração, (nos States a mesma sai por 200 dólares), continuamos entre os cinco países que mais compram esses consoles, então, por que não nos dar um voto de confiança? 

Tudo bem, nas empreitadas anteriores da Sony, os brasileiros ficavam atrás apenas de Estados Unidos e Japão no número de consoles comprados, mas, em virtude da pirataria, ficávamos entre os países que menos compravam mídias originais. Justificável até ai; porém, com o advento tecnológico do Blue Ray utilizado no PS3, os brasileiros começaram a comprar essas mídias - Simples, ou compram ou continuariam jogando uma plataforma de 10 anos atrás, haja visto que o console não aceita produto pirata, e mesmo que o fizesse, como o Xbox 360, perderia suas funções on line, o grande diferencial dessa geração de video games.

Não conheço ninguém - a não ser eu - que tenha um Playstation 3 e não tenha um Winning Eleven ao lado do console - ou Pro Evolution, se preferirem. Quero queimar no inferno por sete gerações se não estamos no top 10 dos consumidores de produtoras como a Konami, Capcom e Square. Tal como estamos nos serviços de empresas como o Megaupload e Rapidshare. 

Desculpe minha arrogância patriótica, mas não vou colocar ao lado do meu nick brasileiríssimo (cadaver cannibal) uma bandeira dos EUA ou de Portugal só pra poder adquirir um pacote de roupas extras de Street Fighter IV - que eu queria muito! Caralho! Os caras estão subestimando o poder de compra da classe média brasileira, não somos o Peru, ou a Colômbia, com todo o respeito. Se eu não tiver 20 pilas no cartão para tal - ou 12 dólares - vou virar bebum de beira de esquina, pelo menos não pago tributos descontados em folha!

Fica ai meu meu desabafo raivoso - mesmo que silencioso nesse blog inóspito. Queria muito que não fosse um sentimento só meu... 

   

Além do Joystick: Dica da Semana: Modnation Racers

Além do Joystick: Dica da Semana: Modnation Racers: "Modnation Racers Lançamento: 25/05/2010 Produção: United Front Games + SCEA Classificação: Livre Lançado na primeira metade desse ano pela..."

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Fetiches Nerd... Sim, nós também praticamos a velha arte do põe, põe, põe... Fazendo enlouquecer!

Imagine só...


Ai, Ai, Ai, Ai, Ai , Ai, Ai, Ai, Ai, como diria Vanessa da Mata...


Dica da Semana: Modnation Racers

Modnation Racers

Lançamento: 25/05/2010
Produção: United Front Games + SCEA
Classificação: Livre

Lançado na primeira metade desse ano pela Sony eUnited Front, Modnation Racers é um jogo de corrida que prima pela diversão acima de tudo. Apesar de parecer um jogo voltado para o público infantil, Modnation não se restringe a esse público, agrada jovens e adultos com a mesma intensidade.

De maneira geral, Modnation Racers não é uma produção que tenta ser o supra sumo da originalidade. Pelo contrário, o jogo é uma reprodução - muuuuuuuuuuito - melhorada de clássicos como Mario Kart e Rock 'n' Roll Racing.

Lendo o parágrafo acima você pode pensar em pormenorizar o jogo, NÃO FAÇA ISSO!!! Modnation Racers é, de longe, um dos títulos mais divertidos lançados para o PS3 esse ano. Coisa rara na sétima geração de video games, o game faz milagre com o simples, a jogabiliade é facílima e igualmente bacana. Basicamente acelerar, atirar projéteis em inimigos que estão à sua frente e deixar minas para os inimigos que estão atrás de você.



Já falei sobre os lugares comuns do jogo, pois bem, vamos aos seus diferenciais:

Mod é nitidamente uma referência à modification - tal como aqueles caras que implantam pequenos chifres subcutâneos modificando sua aparência original, particulrmente, acho muito mais agradável fazer isso numa plataforma de videogames.

Por incrível que pareça, a customização é um dos pontos altos do jogo, e você pode se pegar gastando mais tempo construindo um veículo, ou um personagem, do que jogando o jogo propriamente dito.



O jogador tem a liberdade de criar praticamente tudo no jogo, personagens, pistas e veículos, tudo isso através de ferramentas inteligentes e fáceis de lidar - eu mesmo recriei figuras como Nietszche e heróis da velha guarda como Space Ghost e Phantom.

O mais legal é que o jogador pode upar qualquer criação sua e disponibiliza-la para downloads - qualquer um morre de inveja ao ver Mods com mais de 1 milhão de Downloads que ficam expostos mundialmente no Mod Spot.


Mod Spot é, basicamente, um ponto de encontro mundial de jogadores, onde pode-se observar os Mods, pistas e veículos mais baixados da semana, além de proporcionar um bate papo muito bacana entre os visitantes que ali estão. (Se você cruzar com uma rodinha de karts por ali, pode se aproximar e curtir um bate papo multicultural a qualquer momento, se você possui um mic da sony e dominar um inglezinho básico, melhor ainda).

Vamos à uma análise numérica do jogo:


Classificação Geral:

Gráficos: 8,0
Som: 7,0
Jogabilidade: 9,5
Diversão: 9,5
Geral: 9,0

PONTOS ALTOS:

* Excelente jogabilidade. Simples e divertida. (Meia hora pra jogadores mais experientes é suficiente para disputar posições de podium).
* Ótimo trabalho de cutomização, o jogador pode criar pistas, veículos e Mods da maneira que quiser.
* Excelentíssimo modo on line. Salas sempre cheias a qualquer hora do dia. Mod spot igualmente lotado o dia todo.
* No modo on line não há grandes possibilidades para se aproveitar de glitches, ou seja, não há como viciadinhos ficarem "apelando" no jogo. Esse, por incrível que pareça, é uma das coisas mais bacanas do jogo. Em salas com 12 jogadores o "chicote estrala" proporcionando grandes reviravoltas. Resumindo, você pode estar em 6º lugar faltando pouco pro fim de uma corrida e os caras da frente se destruirem lá e você cruzar a linha de chegada em 1º.
* Modnation Racers proporciona uma excelente transmissão de voz on line - ao contrário de jogos como Street Fighter IV ou Resident Evil 5.
* Ótimo controle de conteúdo impróprio - para quem tem crianças em casa.

PONTOS FRACOS:

* Para apressadinhos, os loads do jog podem causar certo incômodo, contudo não é nada que diminua o jogo.
* Existem alguns tasks duros de serem completados no modo career para liberar texturas e adornos para a customização ao longo do jogo.

Resumindo:

De maneira geral, Modnation Racers é diversão garantida, daquela do tipo churrasco com amigos, regado a cerveja e gargalhadas. Se for alugar o jogo, faça-o com crédito em seu cartão, muito provavelmente irá comprar o jogo ao devolve-lo. Faça o teste!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Video Games x Blockbusters

Por muito tempo pensei que era uma das poucas pessoas no mundo que preferiam os video games aos blockbusters. Assim, fiquei muito feliz quando lí em um jornal qualquer que o lançamento de GTA IV quebrara o lançamento de Spider Man 3 nos States, não estava sozinho. Em outra ocasião li que o faturamento da Sony em 2009 fora maior que quase todos os grandes estúdios de Hollywood, a sensação de isolamento ficou ainda mais distante.

Tenho um raciocínio simples sobre esse tema: Pra que desperdiçar duas horas do meu tempo livre assistindo a uma série de efeitos especiais perdidos em enredos tolos e vazios, se posso interagir com esses mesmos efeitos em enredos mais interessantes?

Porra, esses filminhos são um porre. Algum tempo atrás fui ao cinema com minha garota e assisti um thriller com Angelina Jolie cujo nome eu nem me lembro; nem mesmo a presença da mulher mais cobiçada do mundo me livrou daquele martírio. Amo a sétima arte, no entanto sou extremamente chatinho em relação a mesma, uma coisa é assistir Kurosawa, Fellini, Truffaut, outra coisa é perder tempo assistindo Velozes e Furiosos, Transformers.

Quem jogou Fahrenheit, Heavy Rain, Final Fantasy VII ou Broken Sword, sabe do que estou falando. Assim fica no ar a pergunta: a sétima geração de video games vai dar uma sacodida nos estúdios cinematográficos, forçando-os a produzir arte, ou vamos continuar vendo o cinema cada vez mais previsível e chato? 

Eu e os Video Games... Envelhecendo Juntos


Em minha infância, lá nos idos da segunda metade da década de 80, me encantei com o Atari, jogando H.E.R.O., Pitfall, Pacman. Algum tempo depois me surpreenderia com os gráficos e som de jogos como Contra, Yo-Noid, Ninja Gaiden, no Nes 8 Bits. Quando Battletoads surgiu, pensei: “Porra, Deus salve a tecnologia de entretenimento!”.

Engraçado como sempre pensamos que as ciências e suas tecnologias são coisas estáticas.  Como eu poderia imaginar, no início dos anos 90, que os videogames ultrapassariam a soberba visual de jogos como Contra 3, ou Mortal Kombat 2 !!???
(Nunca me esquecerei de quando visitei um shopping na capital e vi um amontoado de gente em volta de uma máquina. Como era pequeno e franzino, me esquivei por entre aquele amontoado para ver o que acontecia e vi o exato momento quando um carinha lá vencera Liu Kang, jogando com Raiden, e o explodiu em pedaços, para logo em seguida escutar aquela voz tétrica dizendo: “Fatality!”. Naquela época MK II era um filme).

O ano era 1996, ganhei meu Playstation em Outubro do mesmo ano. Até aquele momento as três dimensões eram apenas uma série de tentativas frustradas de emulação de profundidade em plataformas conhecidas, como o Super Nes e o Mega Drive – grandes consoles. 
Lembro-me de estar em um ônibus lotado, com minha avó, atravessando a Ponte da Amizade, abraçado ao meu novo console da Sony. Em uma sacola trazia pelo menos 10 títulos pirateados, contudo nenhum deles me intrigava mais que um chamado “Residente Evil”. Escutava metal naquela época, o nome daquele jogo roubara minha atenção.

Em casa, cabos instalados, silêncio noturno interiorano. Pressionei “Start” e escutei aquela voz grave dizendo: “Resident Evil”. Dessa vez a voz não tinha mais som de guitarras distorcidas que gritavam “Come here” ou “Shoryouken”. Era limpa, clara.  
A partir dali constatei: Os vídeo games não seriam mais tão somente um entretenimento para crianças presas em apartamentos. Final Fantasy VII não seria apenas um jogo que disputava público com Dragon Brothers, ou Zelda, ou Phantasy Star. Aquilo era uma obra de arte, do enredo aos gráficos.

Em Outubro de 2004 me dei de presente um PS2, plataforma onde detonei mais de uma centena de títulos. Essa foi uma plataforma com grandes produções, Okami, Shadow of the Colossus, Killer 7, Fahrenheit, entre muitas outras.

Em Outubro de 2008 cheguei ao PS3 e estamos ai, aproveitando a sétima geração junto de amigos virtuais de todo o mundo através de jogos on line. 

Confesso estar curioso, o que esse projeto Natal nos trará de novo? Para onde vão os videogames? Quais são os limites desse entretenimento? Qual diversão vai nos proporcionar? Quanto tempo vão durar os blockbusters lixo? Esse é nosso tema, essa é nossa discussão além dos Joysticks. Se te enxergaste aqui, esse é teu lugar meu caro, participe!