terça-feira, 26 de outubro de 2010

Eu e os Video Games... Envelhecendo Juntos


Em minha infância, lá nos idos da segunda metade da década de 80, me encantei com o Atari, jogando H.E.R.O., Pitfall, Pacman. Algum tempo depois me surpreenderia com os gráficos e som de jogos como Contra, Yo-Noid, Ninja Gaiden, no Nes 8 Bits. Quando Battletoads surgiu, pensei: “Porra, Deus salve a tecnologia de entretenimento!”.

Engraçado como sempre pensamos que as ciências e suas tecnologias são coisas estáticas.  Como eu poderia imaginar, no início dos anos 90, que os videogames ultrapassariam a soberba visual de jogos como Contra 3, ou Mortal Kombat 2 !!???
(Nunca me esquecerei de quando visitei um shopping na capital e vi um amontoado de gente em volta de uma máquina. Como era pequeno e franzino, me esquivei por entre aquele amontoado para ver o que acontecia e vi o exato momento quando um carinha lá vencera Liu Kang, jogando com Raiden, e o explodiu em pedaços, para logo em seguida escutar aquela voz tétrica dizendo: “Fatality!”. Naquela época MK II era um filme).

O ano era 1996, ganhei meu Playstation em Outubro do mesmo ano. Até aquele momento as três dimensões eram apenas uma série de tentativas frustradas de emulação de profundidade em plataformas conhecidas, como o Super Nes e o Mega Drive – grandes consoles. 
Lembro-me de estar em um ônibus lotado, com minha avó, atravessando a Ponte da Amizade, abraçado ao meu novo console da Sony. Em uma sacola trazia pelo menos 10 títulos pirateados, contudo nenhum deles me intrigava mais que um chamado “Residente Evil”. Escutava metal naquela época, o nome daquele jogo roubara minha atenção.

Em casa, cabos instalados, silêncio noturno interiorano. Pressionei “Start” e escutei aquela voz grave dizendo: “Resident Evil”. Dessa vez a voz não tinha mais som de guitarras distorcidas que gritavam “Come here” ou “Shoryouken”. Era limpa, clara.  
A partir dali constatei: Os vídeo games não seriam mais tão somente um entretenimento para crianças presas em apartamentos. Final Fantasy VII não seria apenas um jogo que disputava público com Dragon Brothers, ou Zelda, ou Phantasy Star. Aquilo era uma obra de arte, do enredo aos gráficos.

Em Outubro de 2004 me dei de presente um PS2, plataforma onde detonei mais de uma centena de títulos. Essa foi uma plataforma com grandes produções, Okami, Shadow of the Colossus, Killer 7, Fahrenheit, entre muitas outras.

Em Outubro de 2008 cheguei ao PS3 e estamos ai, aproveitando a sétima geração junto de amigos virtuais de todo o mundo através de jogos on line. 

Confesso estar curioso, o que esse projeto Natal nos trará de novo? Para onde vão os videogames? Quais são os limites desse entretenimento? Qual diversão vai nos proporcionar? Quanto tempo vão durar os blockbusters lixo? Esse é nosso tema, essa é nossa discussão além dos Joysticks. Se te enxergaste aqui, esse é teu lugar meu caro, participe!         

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