OS DEZ MAIORES FIASCOS DOS VIDEO GAMES
Um esclarecimento deve ser feito a respeito desse ranking:
Fiz essa lista pensando em fiascos, grandes tropeços de grandes produtoras. Não é uma lista dos dez piores jogos produzidos. Aliás, esse seria um ranking legal de ser feito, contudo, igualmente difícil de produzir... Putz, como andam produzindo jogos ruins por ai, mas enfim, vamos ao meu Top 10 dos maiores fiascos!
10° Gauntlet _ Legends _ Midway _ 2000_ PSOne
Que joguinho mais fil.... deixa pra lá.
Gauntlet (Tengen, 1987) é o típico exemplo de uma boa idéia não aproveitada por seus idealizadores. Os caras deram dinheiro pros outros, Gauntlet é, indiscutivelmente, pai de uma série de jogos famosos como Diablo ou Baldur’s Gate. Estava tudo lá, personagens distintos, cada qual com seus prós e seus contras, uns mais rápidos, outros mais fortes, baús com tesouros, labirintos cheios de demônios a espera de lâminas sedentas por sangue, ótima dificuldade, enfim tudo.
Isso sim foi Gauntlet...
Entretanto, apesar de ter o trunfo do pioneirismo ao seu lado, a Midway conseguiu fazer uma continuação pífia, risível. Gauntlet, Legends, é um jogo de raríssimo mau gosto. Fácil, repetitivo e sem graça. Nem preciso me alongar mais. No PS2, novamente a Midway tena reerguer a série com Seven Sorrows, outro fracasso. Não me surpreendeu a falência dessa grande produtora.
9° Super Mario Bros 2 _ Nintendo/1988
Tenho grave queda por refugos (na música, cinema, literatura, jogos...). Devia ter uns dez anos quando joguei Super Mario Bros 2, adorei!
Pooooooorém, SMB2 não vingou nos grandes mercados da época – leia-se Estados Unidos e Japão. A própria história do jogo é um tanto confusa. Após o grande sucesso do primeiro jogo, a Nintendo japonesa adiantou uma versão de SMB2 lançada somente no Japão. Essa versão foi descartada pela Nintendo americana que considerou o jogo muito difícil.
Não satisfeito, o braço americano da Nintendo pegou um jogo que já estava em fase de finalização – Doki Doki Panic -e apenas mudou o layout de seus personagens para os do universo Mario. Joguei essa versão. É um bom jogo, contudo não vem em minha cabeça como um da série Super Mario Bros. Talvez seja por isso que não agradou, inicialmente, os fãs mais eufóricos da primeira versão do jogo.
Divertido, mas não parece Mario Bros.
Título muito divertido, mas não vingou, pelo menos em seu lançamento.
8º Mortal Kombat _ Todos depois de Mortal Kombat II
Muitas vezes, o simples é o melhor... Com esse tanto de lutadores, não se aprende a jogar com nenhum...
Não sei como depois de tantos tombos ainda tento me aventurar com Mortal Kombat. Quem jogou em máquinas sabe o que estou falando. A Midway não podia ter sido mais desleixada quando deixou, sucessivamente, equipes medíocres acabarem com essa franquia. Tudo relacionado à MK depois de MKII é lixo.
Mortal Kombat se desfigurou ao longo do tempo, nada se reconhece ali. Não respeitaram nem comandos elementares do jogo, quiseram inventar demais. Seria o mesmo que a Capcom a cada edição de Street Fighter criar um novo comando para o já vintão Hadouken. Aliás, um dos jogos que mais aproveito online hoje em dia é Super Street Fighter IV, está tudo ali, e nem é nostalgia. O marmanjo que jogou SSF II nos anos 90, rapidamente começa a dar trabalho em SSF IV. A Capcom sempre preservou as características do jogo. Alguns títulos ruins foram lançados paralelamente à franquia, entretanto não são Street Fighter por assim dizer. São Street Fighters Alfa, EX e por ai vai.
Putz, depois que inventaram essas armas a coisa piorou assustadoramente...
Dias atrás, na locadora de jogos, minha mão coçou por MK vs DC, quase peguei. Na última hora ponderei e aluguei outro jogo qualquer.
7º Indiana Jones _ Todos os jogos, em todas as plataformas.
Tudo pra dar certo... mas...
Sempre me pergunto: Por que um dos maiores filmes de aventura da história do cinema nunca teve um jogo à sua altura? Até hoje não sei responder essa questão.
Em todas as plataformas que tive encontrei – ansioso –algum título muito ruim envolvendo o famoso arqueólogo. Nes 8 bits, Nes 16 bits, Nes 64, PSone, PS2, só fiasco. Os jogos horríveis não se restringem às comuns reproduções de filmes nos games, há títulos originais dos videogames que são, da mesma maneira, péssimos.
Lembro de que nos anos 90, quando joguei pela primeira vez “Tomb Raider”, pensei: “Meu, por que nunca fizeram um Indiana nesse molde?”. Lara Croft poderia facilmente ser um cara de meia idade vestindo um chapéu marrom e levar um chicote a tira colo.
Bem, estamos ai na sétima geração de vídeo games, ainda aflitos por um título que faça jus ao maior filme de aventura de todos os tempos.
6º Final Fight _Streetwise_Capcom_2006
O que fizeram com Final Fight?
Um dos mais populares e divertidos Beat ‘em Up de todos tempos, no início dos anos 90 Final Fight criava enormes filas de moleques sedentos, ao redor das máquinas, para destruir gangues pelas ruas de Metro City. Sucesso no Snes e nos fliperamas, Final Fight foi referência no gênero, dando luz a vários filhotes como Streets of Rage (concorrente da Sega), Captain Commando, Knights of the Round,entre outros.
Isso sim, era Final Fight... Esses Andores eram uns fdp!!!
A tentativa de um remake no PS2 foi um total desastre, conseguiram pegar um jogo que tinha tudo para ser um bom título e o transformaram em um jogo medíocre. Final Fight Streetwise é um jogo pra se esquecer. Horrível do começo ao fim, nem mesmo o bônus que era a liberação da versão original do jogo consegue algo aqui, a emulação é desprezível. Nem é preciso dizer mais nada. Decepção para fãs da série em todo o mundo.
5ºCastlevania_Curse of Darkness e Lament of Innocence_PS2_ Konami 2005/2003
Uma bela capa... mas só...
Castlevania é irretocável desde seu lançamento no Nes 8 bits, brilhou com grandes jogos no Snes e Mega Drive, para no PSone ver um dos maiores títulos da série, o maravilhoso Symphony of the Night.
Saudades...
No entanto, no PS2 a Konami, definitivamente, não acertou em nenhuma empreitada relacionada à série. Tudo bem, Lament of Innocence(2003), para os mais aficionados, até conseguiu prende-los por algumas horas em frente à TV – não tive saco pro jogo, considero-o mediano pra ruim, mas enfim, sempre há quem encontre alguma coisa lá.
Em Curse of Darkness(2005), contudo, nada se aproveita. Fracasso de público e crítica, CoD é repetitivo, chato e desprezível. Um erro grosseiro na história de um gigante como a Konami. Não conseguiu agradar nem mesmo os fãs mais ferrenhos da série.
A Konami acaba de lançar um novo título da série, apesar do excelente gráfico e ação frenética, vamos ver do que se trata. À primeira vista, ví mais um genérico de God of War... Vamos ver no que dá...
4º Contra_Legacy of War e Adventure _PSOne_Konami_1996/1998
Sequência triste...
Contra sempre foi uma das maiores experiências de ação e shooting da minha vida. Sempre amei a série até o Snes (Contra III é para mim o maior shooting plataforma de todos os tempos) e Mega Drive, com Contra Hard Corps.
Perdi a conta de quantas vezes matei esse escroque...
Porém, quando comprei o primeiro jogo da série no Psone, Legacy of War (1996), minha decepção foi tamanha que não acreditava que “aquilo” levava o nome da franquia da Konami. Dois anos depois, em Contra Adventure (1998), constatei algo triste: Contra estava na UTI. Esse tipo de erro não é permissível para grandes produtoras, principalmente se associados a grandes franquias das mesmas. Essas séries são marcas fortes e deviam ser preservadas de tais escorregões. Mesmo erro de Castlevania, porém mais agudo.
3º Alone in the Dark _ Alone in the Dark _PS2/PC/Wii _Atari _ 2008
Alone in the Dark???
Alone in the Dark é o típico exemplo de má administração de uma marca. Precursor irrefutável do gênero Survival Horror que rendeu – e rende – milhões a empresas como Capcom e Konami, com as séries Resident Evil e Silent Hill, AITD, se perdeu – e muito – pelo caminho. Os controles, a perspectiva das câmeras, tudo estava lá, e ainda assim seus criadores não souberam lidar com a manutenção da marca. Por seu caráter pioneiro, Alone in the Dark deveria deter os direitos de inovação e direcionamento do gênero, mas...
Pai de Resident Evil e Silent Hill
Alone in the Dark, 2008, é, sem exagero, um lixo. Não dá pra jogar, travado, cheio de bugs, enredo pífio, é um jogo pra ficar esquecido nos anais dos vídeo games. A new nightmare, jogo antecessor à Alone in the Dark 2008, mesmo não sendo uma obra prima, ainda dá um fôlego à série, mas a aventura de 2008 provavelmente subjugou a série ao esquecimento, ou pelo menos ao papel de coadjuvante do coadjuvante na sétima geração, lugar que não deveria ocupar pela importância que o jogo tem na história dos jogos de terror. Sad but true.
2º Silent Hill, 4 The Room_ Konami _ 2004 _ PS2
Joguinho mais sem vergonha...
Primeiro jogo da série em que não completei todos os finais possíveis. E não foi por falta de tempo, ou por dificuldade exacerbada, o jogo é chato mesmo. A primeira vista, quando Silent Hill surgiu no PSOne, SH parecia um genérico de Resident Evil, entretanto, o jogo se mostrou muito maior que isso.
Excelente enredo, ótima jogabilidade, perturbador, confuso, Silent Hill logo se tornou referência no gênero Survival Horror, mesmo porque ao fim de Resident Evil 1, o jogo da Capcom já mostrava para o que veio, não era um terror propriamente dito, era um Sci-fi horror, haja visto que aquele amontoado de zumbis não eram fruto de forças do mal – como o Evil do nome da versão americana sugeria – mas sim crias de experimentos biológicos.
Atmosfera sombria e muitos sustos... SH1
Silent Hill 4 tem um dos melhores gráficos da sexta geração, sons ótimos, boa trilha sonora, era um Silent Hill e tinha tudo pra dar certo, entretanto o jogo não empolgou. Em nenhum momento.
SH4 já começa errado por dois pontos: 1º não é ambientado na cidade homônima ao jogo, um novo limbo é criado. 2º É o primeiro jogo em que a equipe criadora da série – do roteiro à programação – não é utilizada.
Mais um erro da Konami, Silent Hill 4 não foi totalmente esculhambado pela crítica, mas também não agradou os fãs da série. Apesar de alguns bons predicados é um jogo enfadonho, não deu aquele “frio na barriga”, marca registrada da série.
1º Final Fantasy X2 _Square Enix _ 2003 _ PS2
Pra ser esquecido...
Como já comentei acima, existem algumas séries que, de tão magníficas, depois de certo tempo deveriam ser cuidadas com mais esmero por suas produtoras e distribuidoras. Foi o caso de Contra, Castlevania, Silent Hill, Mortal Kombat, Final Fight, Syphon Filter, entre muitas outras que se perderam em si mesmas. Esse tipo de “tesouros das produtoras” deveriam ser tratados com muita atenção e estudo. Muitas vezes, apenas um escorregão pode afundar para sempre uma grande marca, podemos constatar isso não só no mundo dos games, como em quase todos os segmentos comerciais.
Desde o início da série em 1990, Final Fantasy sempre causou furor entre os fãs quando a Square soltava notas pré-anunciando o lançamento de um novo título. Sempre estive entre esses fãs mais eufóricos, joguei todos os títulos da série, com exceção de FF X2, esse jogo, – confesso – apesar de muito esforço não consegui meeeeeeeeesssmo.
A Square deve ter se esquecido de um importantíssimo detalhe, o grande público de FF envelhecia junto com a série, deixavam de ser pré-adolescentes pra se tornarem adultos. Um dos maiores clássicos de todos os tempos, o magnífico FF VII, é um exemplo disso. Mais maduro e tão envolvente quanto surpreendente, FF VII encantava mais por seu enredo do que pela beleza de seus gráficos ou pela excelente jogabilidade.
Clássico com "C" maiúsculo
Sephiroth, um dos maiores e mais encantadores vilões dos video games de todos os tempos.
FF X2 é uma mácula desnecessária na história da série, odeio caça-níqueis, e FF X2 é exatamente isso; um jogo feito às pressas, com uma trama frouxa – grande trunfo de seus antecessores – e tudo mais que poderia ser piorado. Tem um gráfico bacana e só.
O jogo ficou muito infantilizado, com personagens sem carisma. Quando consegui uma nova magia para a protagonista e a vi cantando uma canção irritante para os inimigos, disse a mim mesmo: “Pois é amigo, agora já é demais”. Desliguei o jogo e nunca mais gastei sequer um segundo com aquilo. Até minha irmã que curte RPG’s tentou se aventurar ali, mas logo desistiu e foi jogar Dragon Quest VIII, não poderia ter feito melhor escolha.
Acredito que a Square tenha se dado conta do erro e nos presenteou com o excelente FF XII. Ainda não joguei a 13ª sequência do jogo, mas FF XIII parece estar à altura da série. Nada mais justo por parte da Square, para se desculpar com seu filho mais precioso.